CATARATA: cirurgia segura e eficaz.

thumb_IMG_0519_1024A catarata causa baixa de acuidade visual progressiva pela opacidade do cristalino, a lente natural do olho. Graças ao grandes avanços tecnológico nesta área, os equipamentos e materiais sofisticados, aliados ao treinamento médico continuado, tornaram a cirurgia muito mais segura e eficaz.
O aperfeiçoamento das lentes intra-oculares vem contribuindo com excelentes resultados. Lentes capazes de corrigir visão de longe e perto (bifocais e trifocais) e também para astigmatismo (tóricas) existem e possibilitam a independência total ou quase total dos óculos após a cirurgia.
A cirurgia consiste na remoção o cristalino por ultra-som, através de uma pequena incisão na córnea e colocar uma lente intra-ocular, que é um novo cristalino artificial. Já existe a tecnologia a laser que no momento auxilia em alguns passos do procedimento, ainda sendo necessário o ultra-som para concluir a cirurgia.
É realizada com anestesia tópica (colírio anestésico) e sedação rápida. Utilizada mundialmente, é a anestesia mais segura, pois evita os riscos da técnica antiga por bloqueio peri-bulbar (injeção de anestésico na órbita). Desta forma, o paciente sai do procedimento sem curativo no olho. Entretanto, o uso da anestesia tópica exige um maior treinamento do cirurgião, o que faz com esse método seja preferido por equipes especializadas e treinadas para tal, como a equipe da Ocular Clínica Oftalmológica.
Para garantir a segurança e eficácia dos procedimentos e a independência dos óculos, uma criteriosa avaliação pré-operatória deve ser feita.
Em primeiro lugar, uma longa conversa com o oftalmologista é necessária para que ele entenda as suas expectativas e necessidades. O entendimento dos riscos e benefícios pelo paciente também é muito importante.
É primordial a realização da consulta completa que inclua dilatação da pupila e mapeamento da retina. E exames complementares como a topografia ou tomografia corneana, microscopia especular e ecobiometria cuidadosa em aparelhos de última geração são fundamentais para que o médico decida junto ao paciente pela melhor lente intra-ocular.
Essas lentes são definitivas e não precisam ser trocadas, a exemplo de outras próteses. Ao realizar o procedimento, opta-se preferencialmente por lentes intra-oculares de última geração que possam corrigir os erros refracionais como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, promovendo desta forma a reabilitação total da visão, muitas vezes sem a necessidade de usar óculos após a cirurgia.
Quanto ao pós-operatório, o procedimento é indolor e não requer afastamento das atividades por longo período. A recuperação visual ocorre de forma bem rápida, mas pode ainda sofrer melhora gradual durante os dias subsequentes.
Deixar a catarata evoluir demasiadamente pode determinar uma cirurgia de maior risco. Além disso, se o cristalino ficar com um volume maior, o paciente pode apresentar um glaucoma secundário e, conseqüentemente, uma cegueira irreversível.
Certamente, uma vez escolhido o profissional (membro das sociedades brasileiras de catarata e implantes intra-oculares), feita a avaliação completa, realizado o procedimento com os melhores equipamentos e lentes e tento todos os cuidados necessários no pós-operatório, a cirurgia será um sucesso e os óculos provavelmente serão abandonados!