24
abr

PTERÍGIO: lesão benigna, mas incomodativa!

PTERYGIUMO pterígio é um crescimento de tecido fibrovascular, elevado, superficial que se forma sobre a conjuntiva perilimbar e se estende sobre a superfície corneana.

A lesão pode variar de pequeno, atrófico e quiescente, à grande, agressivo e de rápido crescimento. Casos mais agressivos podem distorcer a topografia da córnea, provocando astigmatismo e até mesmo obscurecendo o centro óptico da córnea.

A incidência do pterígio é maior em países de clima subtropical e tropical, mais próximos linha do equador e em pessoas de 20 a 40 anos de idade. É duas vezes mais frequente em homens do que mulheres.
Dentre os fatores de risco estão a exposição aumentada aos raios ultravioletas e as atividades laborais ou de lazer realizadas em ambientes externos. Ainda, a predisposição genética parece existir em certas famílias.

As pessoas portadoras apresentam queixas variadas, desde irritação ocular, sensação de corpo estranho, prurido e vermelhidão, até mesmo baixa de acuidade visual.

Geralmente localiza-se na região nasal do globo ocular, estendendo-se sobre a região nasal da córnea, embora pode estar presente temporalmente ou e outras localizações.

A apresentação clínica se divide em duas categorias.

Existe um grupo de pacientes em que o pterígio apresenta pouca proliferação, com aparência atrófica. Neste, a aparência é plana, é de crescimento lento e tem baixa incidência de recorrência após a ressecção.

O segundo grupo de pacientes apresenta uma história de crescimento rápido e significativa elevação do tecido fibrovascular. O pterígio neste grupo tem um curso clínico mais agressivo e alta taxa de recorrência após a exérese.

Outras patologias podem dar lesões similares ao pterígio. Como diagnóstico diferencial consideramos a pinguécula, o pseudopterígio (provocado por queimaduras químicas, térmicas e traumas), as neoplasias (carcinoma in situ, carcinoma escamoso conjuntival e outros).

O diagnostico é feito ao exame em lâmpada de fenda, mas a topografia da córnea pode ser muito útil em determinar o grau de astigmatismo irregular induzido pelo pterígio.

Fotografia externa pode ajudar o oftalmologista a acompanhar a progressão da lesão.

Quanto ao tratamento, atualmente, a ressecção do pterígio associado ao transplante de conjuntiva (com ou sem tecido da região limbar) no mesmo tempo cirúrgico, tem sido amplamente aceito como o procedimento de escolha. O uso de adesivo tecidual (cola biológica) para adesão dos tecidos é preferido pelos cirurgiões especialistas em córnea pelo maior conforto do paciente e menor reação inflamatória no pós operatório do que o uso do fio de sutura.

Aplicação de agentes quimioterápicos, como a mitomicina C (MMC), e o uso de membrana amniótica são alternativas terapêuticas em casos mais severos e recorrentes. Entretanto, sabe-se que a excisão cautelosa do tecido fibrovascular e da tênon, associado ao transplante de células limbares reduz extremamente a chance de recidiva do pterígio, sem os riscos relacionados ao uso da MMC e da inflamação gerada pela membrana amniótica.

O pterígio pode ser removido por motivos estéticos, bem como pela baixa acuidade visual ou pelo desconforto.

A cirurgia é realizada em nível ambulatorial, com anestesia local e com sedação, se necessário.

Após a cirurgia, o uso prolongado de colírios anti-inflamatórios e lubrificantes, segundo orientação do oftalmologista, bem como não se expor aos raios ultravioletas é fundamental para evitar as recidivas, principalmente nos primeiros 6 meses.

6
abr

CIRURGIA REFRATIVA A LASER – técnicas sem corte, 100% a laser.

 

A cirurgia a laser é uma técnica utilizada para a correção dos graus de miopia, hipermetropia e astigmatismo através da alteração da curvatura da córnea. Feixes de laser precisos são aplicados sobre a córnea com o objetivo de remodelar a óptica ocular, proporcionando uma visão mais nítida.

O objetivo da cirurgia refrativa é tornar a pessoa independente do uso de óculos ou lentes de contato.

As técnicas cirúrgicas a laser existentes são: PRK, I-LASIK e SMILE.

Consiste na criação de uma lamela (flap) para a posterior aplicação dos feixes de laser na parte central da córnea. O flap é criado com o auxílio do laser de femtosegundo, o qual tornou a cirurgia mais previsível, precisa e mais segura. O I-LASIK tem como vantagem a recuperação visual mais rápida e o fato de não utilizar o microcerátomo (aparelho usado para a técnica de LASIK antes do advento do laser de femtosegundo) para o corte da lamela, reduzindo complicações.
Consiste na remoção da camada mais superficial da córnea (epitélio) e subsequente aplicação dos feixes de laser. O PRK tem como grande vantagem o altíssimo nível de segurança, especialmente em paciente com córneas mais finas ou leves alterações em sua curvatura.
Consiste na remoção de uma fina lamela interna da córnea o qual é confeccionada pelo laser de femtosegundo, com conseqüente remoção manual desta. Técnica inovadora, sem a criação de flaps na porção anterior na córnea, torna a cirurgia mais segura. O SMILE tem como principal vantagem o fato de não confeccionar o flap, sendo utilizada em casos de córneas finas, intolerância a lentes de contato e olho seco.

Todas as técnicas cirúrgicas são realizadas com colírio anestésico, sem necessidade de sedação ou anestesia geral, pois são procedimentos indolores e rápidos.

A recuperação visual em geral ocorre em até 30 dias, podendo ocorrer instabilidade do grau dentro dos primeiros 6 meses.

O tempo de afastamento do trabalho em geral é de 3 a 7 dias.

A cirurgia a laser, como qualquer cirurgia, envolve potenciais riscos. Porém, quando a cirurgia é bem indicada, por profissionais especializados no assunto, e realizada com equipamentos de última geração, as chances de complicações são mínimas.
Para ser submetido à cirurgia é necessário atender os seguintes critérios:

  • Idade superior a 18 anos
  • Ausência de doenças oculares
  • Estabilidade relativa do grau (mudança menor que 0.50 dioptrias no último ano)
  • Ausência de gravidez
Além disso, exames específicos para avaliar a eficácia e segurança do procedimento devem ser realizados, como:

  • Refratometria: medida do grau
  • Tonometria: medida da pressão intra-ocular
  • Mapeamento de Retina: avaliação do fundo de olho
  • Topografia: medida da curvatura da córnea
  • Paquimetria: medida da espessura da córnea
  • Tomografia (Orsbscan, Pentacam, Galilei ou OCT): medida detalhada da córnea e segmento anterior
  • Wavefront: medida das aberrações oculares
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