Textos Informativos - Ocular Clínica Oftalmológica

8
maio

TRANSPLANTE DE CÓRNEA: como funciona a doação de córneas e ingresso em lista?

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O transplante de córnea é uma cirurgia realizada em pacientes que perderam parcialmente a visão por causa de doenças ou traumas na córnea e que não obtiveram melhora através do tratamento clínico (remédios ou colírios) ou por meio de outras alternativas como óculos, lentes de contato ou procedimentos cirúrgicos.

Nesta cirurgia a córnea do doente (receptor) é substituída pela córnea de um doador, o qual foi ao óbito e a família doou os órgãos, para recuperar a visão do paciente.
As córneas doadas passam por um rigoroso processo de avaliação por meio de testes laboratoriais do sangue do doador e da qualidade da córnea doada em banco de córneas específicos credenciados ao Ministério da Saúde. Nestes locais as córneas são classificadas em aptas ou não para serem utilizadas em transplantes.

 

As doenças que mais frequentemente requerem tratamento por transplante de córnea são: Ceratocone ou análogos como a Degeneração Marginal Pelúcida, Ceratopatia Bolhosa (edema de córnea pós cirurgia intra-ocular), Distrofias Estromais (Granular, Lattice, Macular), Distrofia de Fuchs (perda do endotélio corneano), opacidades cicatricias (pós trauma ou infecções), queimadura, rejeição de transplante prévio, etc.

 

São considerados diagnósticos agravantes para priorização do transplante: córnea perfurada, descementocele (afinamento importante da córnea), úlcera de córnea sem resposta ao tratamento, idade inferior a 7 anos e opacidade corneana bilateral, retransplante após falência primária do enxerto (quando a córnea foi a falência imediatamente após o transplante), tracoma IV.

 

Caso necessário transplante de córnea, após a avaliação do oftalmologista especialista em córnea, cadastrado no Ministério da Saúde, o paciente ingressa na lista de espera através do preenchimento do formulário padrão o qual é encaminhado para a Central de Transplantes (órgão do Estado que controla a distribuição das córneas doadas no RS).

A lista de espera no RS tem sido de 30 a 60 dias, o mesmo tempo de espera de centros renomados de transplante de córnea como o Banco de Olhos de Sorocaba. Esta lista é única no Estado, independente do método de ingresso (particular, convênio ou SUS). É a Central de Transplantes que determina qual será o próximo em lista beneficiado com a doação.
Após inscrever-se na lista de espera de córnea, o paciente poderá migrar para outro médico ou instituição e, de acordo com as normas legais, para efeito de distribuição de tecido, considera-se a data da inscrição já existente em outro local, sendo assim, o receptor após solicitar sua transferência (por escrito), terá sua posição recalculada na fila de transplante e conseqüentemente a liberação da córnea.
A córnea é uma DOAÇÃO e portanto não existe qualquer custo sobre o tecido.

Ao ser chamado para o transplante, o médico avisará o paciente da oferta de córnea e a data do procedimento será agendada, o qual será realizado provavelmente dentro de 1 a 2 dias.
Na avaliação pré operatória, os pacientes que tiverem resultados recentes de exames (até 6 meses), poderão trazê-los, como por exemplo:

Topografia, Ultrassonografia, Biometria, Paquimetria, Microscopia Especular, PAM entre outros.

Para os pacientes que não tiverem estes exames em mãos, não há problema pois os mesmos serão solicitados e realizados na data da avaliação.

 

Exames laboratoriais “Pré-Operatórios” e liberação clínica do médico assistente para cirurgia oftalmológica com anestesia local e sedação deverá ser providenciado pelo paciente.
Caso a córnea seja liberada para transplante e o paciente por algum motivo não possa fazer a cirurgia naquele momento, esse não perderá posição na lista. Desde que, o receptor não tenha excedido o limite de afastamento de até 30 dias.

Se o afastamento do receptor exceder o tempo de 30 dias, o paciente será removido da fila de transplante.
O técnica cirúrgica de eleição varia caso a caso e será determinada pelo oftalmologista. Independente do tipo de transplante, penetrante (de toda espessura da córnea), lamelar anterior (DALK) ou lamelar posterior (DMEK), as córneas doadas passam pelo mesmo processo de seleção e o receptor pelo mesmo pelo mesmo processo de ingresso em lista.
Em geral, os transplantes de córnea apresentam alta taxa de sucesso, recuperando a visão e portanto melhorando sobremaneira a qualidade de vida daqueles pacientes com patologias graves de córnea.

24
abr

PTERÍGIO: lesão benigna, mas incomodativa!

PTERYGIUMO pterígio é um crescimento de tecido fibrovascular, elevado, superficial que se forma sobre a conjuntiva perilimbar e se estende sobre a superfície corneana.

A lesão pode variar de pequeno, atrófico e quiescente, à grande, agressivo e de rápido crescimento. Casos mais agressivos podem distorcer a topografia da córnea, provocando astigmatismo e até mesmo obscurecendo o centro óptico da córnea.

A incidência do pterígio é maior em países de clima subtropical e tropical, mais próximos linha do equador e em pessoas de 20 a 40 anos de idade. É duas vezes mais frequente em homens do que mulheres.
Dentre os fatores de risco estão a exposição aumentada aos raios ultravioletas e as atividades laborais ou de lazer realizadas em ambientes externos. Ainda, a predisposição genética parece existir em certas famílias.

As pessoas portadoras apresentam queixas variadas, desde irritação ocular, sensação de corpo estranho, prurido e vermelhidão, até mesmo baixa de acuidade visual.

Geralmente localiza-se na região nasal do globo ocular, estendendo-se sobre a região nasal da córnea, embora pode estar presente temporalmente ou e outras localizações.

A apresentação clínica se divide em duas categorias.

Existe um grupo de pacientes em que o pterígio apresenta pouca proliferação, com aparência atrófica. Neste, a aparência é plana, é de crescimento lento e tem baixa incidência de recorrência após a ressecção.

O segundo grupo de pacientes apresenta uma história de crescimento rápido e significativa elevação do tecido fibrovascular. O pterígio neste grupo tem um curso clínico mais agressivo e alta taxa de recorrência após a exérese.

Outras patologias podem dar lesões similares ao pterígio. Como diagnóstico diferencial consideramos a pinguécula, o pseudopterígio (provocado por queimaduras químicas, térmicas e traumas), as neoplasias (carcinoma in situ, carcinoma escamoso conjuntival e outros).

O diagnostico é feito ao exame em lâmpada de fenda, mas a topografia da córnea pode ser muito útil em determinar o grau de astigmatismo irregular induzido pelo pterígio.

Fotografia externa pode ajudar o oftalmologista a acompanhar a progressão da lesão.

Quanto ao tratamento, atualmente, a ressecção do pterígio associado ao transplante de conjuntiva (com ou sem tecido da região limbar) no mesmo tempo cirúrgico, tem sido amplamente aceito como o procedimento de escolha. O uso de adesivo tecidual (cola biológica) para adesão dos tecidos é preferido pelos cirurgiões especialistas em córnea pelo maior conforto do paciente e menor reação inflamatória no pós operatório do que o uso do fio de sutura.

Aplicação de agentes quimioterápicos, como a mitomicina C (MMC), e o uso de membrana amniótica são alternativas terapêuticas em casos mais severos e recorrentes. Entretanto, sabe-se que a excisão cautelosa do tecido fibrovascular e da tênon, associado ao transplante de células limbares reduz extremamente a chance de recidiva do pterígio, sem os riscos relacionados ao uso da MMC e da inflamação gerada pela membrana amniótica.

O pterígio pode ser removido por motivos estéticos, bem como pela baixa acuidade visual ou pelo desconforto.

A cirurgia é realizada em nível ambulatorial, com anestesia local e com sedação, se necessário.

Após a cirurgia, o uso prolongado de colírios anti-inflamatórios e lubrificantes, segundo orientação do oftalmologista, bem como não se expor aos raios ultravioletas é fundamental para evitar as recidivas, principalmente nos primeiros 6 meses.

16
abr

CATARATA: cirurgia segura e eficaz.

thumb_IMG_0519_1024A catarata causa baixa de acuidade visual progressiva pela opacidade do cristalino, a lente natural do olho. Graças ao grandes avanços tecnológico nesta área, os equipamentos e materiais sofisticados, aliados ao treinamento médico continuado, tornaram a cirurgia muito mais segura e eficaz.
O aperfeiçoamento das lentes intra-oculares vem contribuindo com excelentes resultados. Lentes capazes de corrigir visão de longe e perto (bifocais e trifocais) e também para astigmatismo (tóricas) existem e possibilitam a independência total ou quase total dos óculos após a cirurgia.
A cirurgia consiste na remoção o cristalino por ultra-som, através de uma pequena incisão na córnea e colocar uma lente intra-ocular, que é um novo cristalino artificial. Já existe a tecnologia a laser que no momento auxilia em alguns passos do procedimento, ainda sendo necessário o ultra-som para concluir a cirurgia.
É realizada com anestesia tópica (colírio anestésico) e sedação rápida. Utilizada mundialmente, é a anestesia mais segura, pois evita os riscos da técnica antiga por bloqueio peri-bulbar (injeção de anestésico na órbita). Desta forma, o paciente sai do procedimento sem curativo no olho. Entretanto, o uso da anestesia tópica exige um maior treinamento do cirurgião, o que faz com esse método seja preferido por equipes especializadas e treinadas para tal, como a equipe da Ocular Clínica Oftalmológica.
Para garantir a segurança e eficácia dos procedimentos e a independência dos óculos, uma criteriosa avaliação pré-operatória deve ser feita.
Em primeiro lugar, uma longa conversa com o oftalmologista é necessária para que ele entenda as suas expectativas e necessidades. O entendimento dos riscos e benefícios pelo paciente também é muito importante.
É primordial a realização da consulta completa que inclua dilatação da pupila e mapeamento da retina. E exames complementares como a topografia ou tomografia corneana, microscopia especular e ecobiometria cuidadosa em aparelhos de última geração são fundamentais para que o médico decida junto ao paciente pela melhor lente intra-ocular.
Essas lentes são definitivas e não precisam ser trocadas, a exemplo de outras próteses. Ao realizar o procedimento, opta-se preferencialmente por lentes intra-oculares de última geração que possam corrigir os erros refracionais como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, promovendo desta forma a reabilitação total da visão, muitas vezes sem a necessidade de usar óculos após a cirurgia.
Quanto ao pós-operatório, o procedimento é indolor e não requer afastamento das atividades por longo período. A recuperação visual ocorre de forma bem rápida, mas pode ainda sofrer melhora gradual durante os dias subsequentes.
Deixar a catarata evoluir demasiadamente pode determinar uma cirurgia de maior risco. Além disso, se o cristalino ficar com um volume maior, o paciente pode apresentar um glaucoma secundário e, conseqüentemente, uma cegueira irreversível.
Certamente, uma vez escolhido o profissional (membro das sociedades brasileiras de catarata e implantes intra-oculares), feita a avaliação completa, realizado o procedimento com os melhores equipamentos e lentes e tento todos os cuidados necessários no pós-operatório, a cirurgia será um sucesso e os óculos provavelmente serão abandonados!

10
abr

CERATOCONE – Opções terapêuticas disponíveis.

thumb_IMG_0050_1024A fim de obter uma adequada abordagem terapêutica no ceratocone, o oftalmologista necessita estar atento a duas questões.

1. Se o paciente está com uma boa visão com ou sem o uso de óculos ou lentes de contato.
2. Se o ceratocone está em progressão.

Se o paciente obtém uma boa acuidade visual com óculos ou lentes de contato, ele deverá ser avaliado com exames (topografia e/ou tomografia) a cada 6 meses para avaliar a progressão da doença.
A abordagem cirúrgica do ceratocone deve ser feita quando houver franca evolução da doença ou quando o paciente não obter boa adaptação ou visão adequada com óculos ou lentes de contato (testadas exaustivamente por um especialista em córnea e lentes de contato).

Dentre as opções cirúrgicas disponíveis temos:

CROSSLINKING DO COLÁGENO CORNEANO (CXL):

Trata-se da aplicação de luz UV combinado ao uso de vitamina B2 em aparelho específico. Realizado em ambiente estéril, com anestesia tópica (colírio anestésico).
O procedimento inclui a desepitelização de 8 mm no centro da córnea, instilação de uma solução de riboflavina a 0,1% e de dextrano a 20%. Depois de cinco minutos inicia-se a aplicação de luz UVA de 370 nm. A solução é instilada a cada 3 a 5 minutos durante 10 a 30 minutos, que é o tempo do tratamento.
Diferentes protocolos são utilizados, sendo atualmente mais utilizados aqueles chamados de acelerados, aonde o tempo de exposição a luz UV é menor.
O tratamento induz ligações covalentes para reticulação do colágeno corneano, induzindo maior rigidez à córnea.
Indicado quando for documentada a piora do quadro clínico (aumento da curvatura da córnea maior que 0,75 dioptrias) em 6 meses a 1 ano. Desde que utilizados equipamentos confiáveis, medidas adequadas e medidas comparáveis feitas preferencialmente no mesmo aparelho.
O CXL é realizado em paciente menores de 35 anos de idade. Acima desta idade ocorre a esclerose natural do colágeno corneano, levando a estabilidade da doença, sendo portanto desnecessário em pacientes mais velhos.
Adolescentes (menores de 19 anos) estão na faixa de maior risco de progressão da doença, sendo de 88% o risco de progressão da doença em 1 ano. Nestes pacientes o CXL deve ser sempre considerado antes que a doença evolua para estágios avançados.
O procedimento é indolor e de rápida recuperação.
Tem como objetivo portanto apenas a estabilidade da doença, não proporcionando melhora na acuidade visual.

IMPLANTE DE ANEL INTRA-ESTROMAL:

Trata-se da introdução dentro do estroma corneano de 1 ou 2 segmentos de aneis de material acrílico. Existem diferentes formatos de anéis (comprimento, angulação, espessura e formato), sendo os segmentos escolhidos conforme o formato do ceratocone, o grau de miopia e astigmatismo e o estágio da doença. Diferentes fabricantes de anel, no Brasil o Keraring (Mediphacos) e Ferrararing são os mais implantados.
O objetivo do procedimento é aplanamento anterior da córnea, causando redução da miopia e do astigmatismo.
O paciente ideal é aquele com acuidade visual ruim com correção óptica (pior que 20/30), intolerante às lentes de contato, em estágios II e III da doença (inicial à moderado) cm curvatura menos que 60 dioptrias, com córnea clara e sem cicatrizes, com espessura corneana na área do implante do anel de mais de 400um e sem outras doenças oculares em curso.
O implante de anel é atualmente realizado utilizando a tecnologia do laser de femtosegundo para confeccionar o túnel corneano na qual o anel ficará localizado. O laser tornou a cirurgia do implante de anel muito mais segura e precisa.
A cirurgia é realizada com anestesia local (colírios anestésico), indolor e de recuperação rápida.
Apresenta como grande vantagem o fato de não alterar a córnea central e portanto ser reversível. Reduz as aberrações induzidas pelo astigmatismo irregular e melhora a visão e a adaptação às lentes de contato.
Os resultados de melhora da visão são obtidos em 6 meses à 1 ano do implante. Neste período a córnea sofre uma regularização progressiva. Em geral é possível reduzir pela metade o astigmatismo e em 92-98% dos casos ocorre melhora da curvatura corneana.
As complicações são pouco frequentes, como colocação descentrada do anel, hipo ou hipercorreção do grau, e mais raramente infecção.

TRANSPLANTE DE CÓRNEA:

O transplante de córnea é realizado em casos de graus mais avançados da doença (estágios III e IV) em pacientes com baixa acuidade visual com correção, que não se adaptam com lentes de contato e que não possuem indicação clínica de implante de anel intra-estromal corneano.
Em geral, apenas 8 a 12% dos casos de ceratocone requerem transplante.

Existem duas técnicas de transplante de córnea:
1. Transplante penetrante: de toda a espessura da córnea. Utilizado em casos avançados com cicatriz central que atinja a córnea posterior, em geral por hidrópsia prévia (ruptura da camada de Descemet) ou quando o transplante lamelar foi tecnicamente inviável. Tem como vantagem a boa acuidade visual pós operatória, e como desvantagens maior incidência de rejeição, a menor durabilidade do tecido e a maior fragilidade do globo ocular.
2. Transplante lamelar (DALK): da camada anterior da córnea, poupando a membrana de Descemet e endotélio do paciente. Utilizado em estágios moderados a avançados tem como grande vantagem a menor taxa de rejeição, a maior durabilidade do tecido e a maior segurança ao globo ocular.
Ambos as técnicas requerem o uso cauteloso de colírios, visitas frequentes e cuidado extremo em evitar traumas oculares (em especial o transplante penetrante) no pós operatório.
O transplante de córnea possui alta taxa de sucesso em casos de ceratocone.
A taxa de rejeição, conforme Silbiger et al. (1996), é de 7,8%, considerada muito baixa quando comparada aos 31% nos transplantes conseqüentes a outras doenças. Os resultados ópticos são excelentes. Com óculos ou com lentes de contato, a acuidade visual é usualmente 20/40 ou melhor.
Após o transplante a grande maioria dos pacientes necessitará de óculos ou lentes de contato.
Como opção para a correção do grau residual pós-operatório, existe cirurgia refrativa, ablação personalizada com Excimer laser, na forma da ceratectomia foto-refrativa (PRK) ou laser in situ keratomileusis (LASIK).
A cirurgia refrativa e a adaptação de LC não devem ser realizadas enquanto todos os pontos do transplante não forem retirados.

CIRURGIA REFRATIVA A LASER:

De modo geral, PRK e LASIK são contra-indicados no ceratocone por aumentar a fragilidade da córnea. A ablação corneana com Excimer laser pode ser usada na forma de ceratectomia foto-terapêutica (PTK) para a remoção de nódulos fibroblásticos que causam intolerância ao uso de lentes de contato. É uma alternativa à ceratectomia manual. A reepitelização demora em torno de 4 dias, mas é recomendado aguardar 2 meses para readaptar lentes de contato rígidas.
Alguns protocolos de pesquisa associam o tratamento a laser da miopia e do astigmatismo no ceratocone à aplicação de CXL ou implante de anel intra-estromal, entretanto ainda não existem parâmetros seguros preconizados para que seja feito o laser nos pacientes em geral.

9
abr

CERATOCONE – as lentes de contato fazem milagres!

cornea_ker_lensO Ceratocone provoca a baixa de visão pela indução de astigmatismo irregular, causando uma distorção das imagens que são vistas ao longe.
É possível melhorar a qualidade da visão no ceratocone por métodos não invasivos, como a prescrição de óculos, em casos bem iniciais, ou através da adaptação de lentes de contato, em casos incipientes ou até mesmo bem avançados.

Dentre as opções ópticas disponíveis, as lentes de contato rígidas gás permeáveis são a principal opção para o ceratocone. Existem vários modelos disponíveis de lentes rígidas especiais para serem adaptadas. Estas lentes fornecem superfície refrativa regular, neutralizam as aberrações ópticas e as distorções da superfície corneana anterior, melhorando a visão, mesmo nos graus avançados da doença.

Dentre os tipos de lentes de contato usadas para o ceratocone, temos:

Lentes de contato rígidas gás permeáveis esféricas, asféricas, com zona óptica esférica e periferia asférica, bicurvas, tricurvas, policurvas e de diferentes diâmetros. A lente Soper, a Dupla face K, a Rose K2, a Rose IC e a Rose XL são exemplos de lentes de contato rígidas especiais para ceratocone.
Lentes de contato gelatinosas esféricas, tóricas e com desenhos especiais. A Perfect Keratoconus, a OP 60 dupla face, a Kerasoft são exemplos de lentes gelatinosas especiais para ceratocone.
Sistema à cavaleiro (piggyback): lente de contato gelatinosa sob uma lente de contato rígida.
Lentes de contato com material híbrido (gelatinoso na periferia e rígida no centro.
Lentes de contato esclerais.

Podem ocorrer complicações relacionadas ao uso de lentes de contato no ceratocone. As complicações mais comuns são: ceratopatia ponteada, erosão de ápice ou paracentral, adesão da lente de contato, acuidade visual instável, descentralização, brilhos e reflexos. As complicações menos comuns são: hipóxia (alterações corneanas por má oxigenação) e infecções. As complicações geralmente estão relacionadas a escolha inadequada da lente de contato ou ao uso inadequado pelo paciente. A má higiene e conservação, usar água da torneira ou soro fisiológico para limpeza das lentes, dormir de lentes de contato ou mergulhar em qualquer tipo de água como mar, rio, piscina e banheira são totalmente contra-indicados.

Portanto, devido os avanços tecnológicos dos desenhos e materiais, é possível adaptar lentes de contato em quase todos os graus de ceratocone. Com a adaptação correta, a maioria dos pacientes alcança acuidade visual igual ou melhor do que 20/40. E, para o maior sucesso na adaptação das lentes, é fundamental que o paciente esteja motivado, tenha persistência e paciência!

9
abr

CERATOCONE – uma importante causa de baixa visual em jovens.

keratoconusO ceratocone é uma distrofia não inflamatória da córnea. Nesta doença, a baixa rigidez do colágeno corneano leva a um abaulamento e afinamento progressivos da córnea. Consequentemente, ocorre astigmatismo irregular, causando baixa da visão. O ceratocone pode estacionar após alguns anos ou progredir até a formação de cicatrizes causadoras de importante perda visual. Em geral, a doença não costuma progredir após os 35 anos de idade, pois o colágeno nesta idade torna-se naturalmente mais rígido.

A doença é quase sempre bilateral. O diagnóstico é freqüentemente feito na adolescência ou em torno dos 20 anos de idade. A freqüência de ceratocone na população em geral está em torno de 1 para cada 2000 pessoas (0,05%). Entretanto, alguns estudos mostraram que este número pode atingir até 7%, quando avaliados pacientes em busca de cirurgia refrativa.

A causa do ceratocone é multifatorial, sendo a genética o principal fator. O fator externo mais relacionado com a progressão da doença é o traumatismo mecânico provocado pelo ato de coçar seguidamente os olhos.

Ao exame clínico, o médico evidenciará o aumento da curvatura corneana como um dos sinais mais precoces do ceratocone, o que provoca astigmatismo miópico irregular, além de sinais clínicos à biomicroscopia (exame na lâmpada de fenda, o microscópio do oftalmologista).

Exames como topografia, paquimetria e especialmente a tomografia corneana são necessários para confirmação diagnóstica. Estes aparelhos são capazes de evidenciar a doença mesmo quando os sinais característicos ainda não são observados ao exame clínico. A localização do ápice e a progressão da doença podem ser visualizadas facilmente quando se analisam os mapas coloridos.
Tomógrafos como Pentacam, Galilei e Orbscan fazem mapas de elevação das curvaturas anterior e posterior da córnea, mapas da espessura corneana (mapa paquimétrico), mapa de curvatura axial, análise de aberrações (wavefront), além de calcularem vários índices úteis no diagnóstico da doença.

8
abr

GLAUCOMA – o inimigo silencioso da visão.

 

 

 

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O Glaucoma representa uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
Cerca, uma em cada duzentas pessoas acima de trinta e cinco anos tem risco de perda visual por esta doença. Através do diagnóstico precoce, a cegueira secundária ao glaucoma pode ser evitada.
A doença é assintomática e portanto as pessoas raramente notam as áreas cegas, até que um importante e irreversível dano ao nervo óptico tenha ocorrido. Quando todo o nervo é destruído, ocorre a cegueira total e definitiva.
Não existe uma causa única responsável pelo glaucoma, e sim, vários fatores de risco para a doença. sendo o principal a pressão intra-ocular elevada.
A pressão intra-ocular elevada é o principal fator de risco para glaucoma.
Entretanto, uma pressão intra-ocular elevada nem sempre indica a preseça de glaucoma, bem como a pressão intra-ocular normal não exclui a presença de glaucoma. Muitas pessoas com a doença podem apresentar a pressão intra-ocular normal e sofrerem perda de campo visual. Fatores que alteram a circulação e a nutrição do nervo óptico também atuam no desenvolvimento do glaucoma, além da pressão intra-ocular.
Existem diferentes tipos de glaucoma: primário de ângulo aberto, primário de ângulo fechado, congênito e secundário.
Glaucoma primário de ângulo aberto:
Neste tipo de glaucoma, através da gonioscopia (exame do ângulo da câmara anterior do olho) observa-se o sistema de drenagem (rede trabecular), mas não localiza-se o ponto exato aonde ocorre a redução do escoamento do humor aquoso (líquido interno). Devido a ausência de sintomas, o paciente percebe a perda visual quando a doença já está em estágio avançado. Portanto, a melhor forma de diagnóstico desse tipo de glaucoma é o exame ocular periódico.
Glaucoma primário de ângulo fechado:
Nesta outra modalidade, em geral o olho do paciente é menor em tamanho, propiciando a condição conhecida como ângulo estreito. Com a dilatação da pupila, este ângulo estreito pode fechar repentinamente, levando à crise aguda de glaucoma de ângulo fechado. O paciente apresenta intensa cefaléia e dor ocular, náuseas, vômitos e redução da visão. A pressão intraocular torna-se muito elevada e pode lesar o nervo óptico rapidamente. Em olhos predispostos, a dilatação da pupila realizada de rotina durante exame oftalmológico e alguns remédios ansiolíticos podem desencadear a crise de glaucoma agudo de ângulo fechado.
Glaucoma congênito:
A má formação no sistema de drenagem do humor aquoso que ocorre em recém nascidos e crianças. Os pais, geralmente, observam que a criança apresenta lacrimejamento, fotofobia, coloração mais azulada e opaca da córnea e aumento do volume do globo ocular. Isso pode ocorrer em apenas um olho ou em ambos.
Glaucoma secundário:
Doenças inflamatórias, catarata avançada, alteração do pigmento existente dentro dos olhos, hemorragia e obstrução de vasos intra-oculares, bem como o uso de corticóides, podem causar aumento da pressão intra-ocular.
Quando o cristalino se torna opaco (catarata), o aumento do seu volume obstrui a drenagem do humor aquoso, podendo causar a elevação da pressão intrao-cular. Nesses casos, a cirurgia de catarata soluciona o problema.
O diagnóstico do glaucoma é feito pela análise da anotomia do disco óptico ao exame de fundo de olho, pela medida da pressão intraocular e pelo resultado da perimetria computadorizada (campo visual). 
Ainda, a paquimetria ultrassônica (medida da espessura central da córnea), o OCT (analisador da camada de fibras nervosas), o ORA (analisador de resposta ocular) e a biomicroscopia ultrasônica são exame úteis no diagnóstico e acompanhamento.
O tratamento para o glaucoma consiste no uso de colírios, aplicações de laser ou cirurgias.
Geralmente, o tratamento inicial é com medicamentos que reduzem a pressão intraocular, seja pela diminuição da produção ou pelo aumento da drenagem do humor aquoso.
Dessa forma, ocorre a proteção do nervo óptico e por consequência a manutenção da visão do paciente.
O tratamento do glaucoma visa reduzir a pressão intra-ocular.
A trabeculoplastia a laser objetiva aumentar a drenagem do humor aquoso, reduzindo a pressão intra-ocular. Nesse procedimento, o laser causa pequenas queimaduras na rede trabecular para estimular o funcionamento do sistema de drenagem. 
Quando o paciente apresenta ângulo estreito, com risco de crise aguda de glaucoma, indica-se a iridectomia a laser a fim de criar um pequeno orifício na íris, permitindo a circulação do humor aquoso e evitando o bloqueio pupilar e novas crises agudas.
Se o tratamento com colírios e laser não apresentar resultados positivos, utiliza-se a cirurgia chamada trabeculectomia a qual cria uma via de drenagem do humor aquoso, evitando o aumento da pressão intraocular.
Outra alternativa cirúrgica é a ciclofotocoagulação endoscópica com laser. Esta técnica causa queimaduras na região produtora do humor aquoso, visando diminuir a produção desse líquido.
Para a prevenção do glaucoma, o exame oftalmológico deve ser feito pelo menos uma vez ao ano, principalmente, se já completou os 40 anos. Pessoas com mais de 60 anos, que possuem história familiar, diabetes, miopia, hipertensão arterial, portadores de glaucoma e as de raça negra, deverão ser acompanhadas de forma ainda mais frequente.
Após os 40 anos, as consultas oftalmológicas devem ser anuais.

Atualmente, existem cerca de 66 milhões e 800 mil pessoas com glaucoma no mundo, sendo 6 milhões e 700 mil cegas de ambos os olhos. Com o aumento da expectativa média de vida da população, a prevalência da doença vem aumentando mundialmente.
Os portadores de glaucoma que não seguem o tratamento prescrito, não o fazem por falta de informações suficientes sobre a gravidade da doença. O paciente que cumpre o tratamento conforme determinado, mantém a qualidade da visão.
Os exames oftalmológicos de rotina e os exames complementares permitirão o diagnóstico e seguimento dos pacientes com glaucoma, com o rigor necessário para evitar a perda irreversível da visão.

6
abr

CIRURGIA REFRATIVA A LASER – técnicas sem corte, 100% a laser.

 

A cirurgia a laser é uma técnica utilizada para a correção dos graus de miopia, hipermetropia e astigmatismo através da alteração da curvatura da córnea. Feixes de laser precisos são aplicados sobre a córnea com o objetivo de remodelar a óptica ocular, proporcionando uma visão mais nítida.

O objetivo da cirurgia refrativa é tornar a pessoa independente do uso de óculos ou lentes de contato.

As técnicas cirúrgicas a laser existentes são: PRK, I-LASIK e SMILE.

Consiste na criação de uma lamela (flap) para a posterior aplicação dos feixes de laser na parte central da córnea. O flap é criado com o auxílio do laser de femtosegundo, o qual tornou a cirurgia mais previsível, precisa e mais segura. O I-LASIK tem como vantagem a recuperação visual mais rápida e o fato de não utilizar o microcerátomo (aparelho usado para a técnica de LASIK antes do advento do laser de femtosegundo) para o corte da lamela, reduzindo complicações.
Consiste na remoção da camada mais superficial da córnea (epitélio) e subsequente aplicação dos feixes de laser. O PRK tem como grande vantagem o altíssimo nível de segurança, especialmente em paciente com córneas mais finas ou leves alterações em sua curvatura.
Consiste na remoção de uma fina lamela interna da córnea o qual é confeccionada pelo laser de femtosegundo, com conseqüente remoção manual desta. Técnica inovadora, sem a criação de flaps na porção anterior na córnea, torna a cirurgia mais segura. O SMILE tem como principal vantagem o fato de não confeccionar o flap, sendo utilizada em casos de córneas finas, intolerância a lentes de contato e olho seco.

Todas as técnicas cirúrgicas são realizadas com colírio anestésico, sem necessidade de sedação ou anestesia geral, pois são procedimentos indolores e rápidos.

A recuperação visual em geral ocorre em até 30 dias, podendo ocorrer instabilidade do grau dentro dos primeiros 6 meses.

O tempo de afastamento do trabalho em geral é de 3 a 7 dias.

A cirurgia a laser, como qualquer cirurgia, envolve potenciais riscos. Porém, quando a cirurgia é bem indicada, por profissionais especializados no assunto, e realizada com equipamentos de última geração, as chances de complicações são mínimas.
Para ser submetido à cirurgia é necessário atender os seguintes critérios:

  • Idade superior a 18 anos
  • Ausência de doenças oculares
  • Estabilidade relativa do grau (mudança menor que 0.50 dioptrias no último ano)
  • Ausência de gravidez
Além disso, exames específicos para avaliar a eficácia e segurança do procedimento devem ser realizados, como:

  • Refratometria: medida do grau
  • Tonometria: medida da pressão intra-ocular
  • Mapeamento de Retina: avaliação do fundo de olho
  • Topografia: medida da curvatura da córnea
  • Paquimetria: medida da espessura da córnea
  • Tomografia (Orsbscan, Pentacam, Galilei ou OCT): medida detalhada da córnea e segmento anterior
  • Wavefront: medida das aberrações oculares
Agende a sua consulta para que a nossa equipe avalie o seu caso.

 

24
jul

Síndrome da visão do computador pode ser evitada

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Dr. Terla Castro fala ao Programa Vida&Saúde sobre como evitar a síndrome da visão do computador.  Na edição do programa não foi incluído um aspecto fundamental.  Dr. Terla cita a importância de excluir em consulta oftalmológica a presença de alterações oculares como Síndrome do Olho Seco, estrabismo, erros de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo e a presbiopia (vista cansada). Uma vez excluído ou tratada estas questões o paciente pode ser um portador da Síndrome da Visão do Computador. Veja o programa neste  link.

7
dez

Visão e estímulos visuais

O homem inventou o computador e o Mundo se tornou visual. Claro que a visão sempre foi fundamental. Identificar a fumaça ao longe era vital nos tempos primitivos. Bem como a apreciação da arte aguçou a visão do homem ao longo das civilizações. Mas, não há como negar que a tecnologia alterou nossos hábitos completamente. Checar emails, sites de relacionamentos, internet, aplicativos tornou-se algo cotidiano. Sem falar nas inúmeras atividades profissionais que hoje estão inevitavelmente ligadas ao uso imprescindível do computador. E é a visão, o principal dos sentidos, que nos liga a tudo isso.

Imagem originalmente publicada em http://www.computer-vision-syndrome.org/Entretanto, a exposição constante e por tempo prolongado às telas luminosas introduziu um novo distúrbio antes desconhecido: a Síndrome da Visão de Computador (CVS) do inglês “Computer Vision Syndrome”. Ocorre que, ao fixar o olhar durante o uso, as pessoas acabam piscando apenas seis a oito vezes por minuto, quando o normal seria de quinze a vinte vezes, provocando ressecamento ocular. Além disso, focalizar a visão para perto constantemente ocasiona um maior esforço de acomodação do cristalino o que pode levar a astenopia, caracterizada por cansaço, cefaléia e dor ocular. A astenopia acontece por erros de refração não corrigidos como hipermetropia, miopia, astigmatismo ou presbiopia.

Sendo assim, para solucionar ou minimizar esses sintomas, os oftalmologistas recomendam o adequado posicionamento do monitor, sempre abaixo da linha dos olhos para que as pálpebras não fiquem muito abertas e causem ressecamento. Além disso, evitar a exposição direta a ventiladores, saídas de ar condicionado ou calefação ou em casos mais acentuados não fazer uso destes. Umidificadores de ambiente podem ser úteis. Ainda, a instilação de lágrimas artificiais ajuda a aliviar a sensação de ardência, mas a prescrição de óculos, para quem apresenta ao exame oftalmológico algum grau significativo que contribua na exacerbação dos sintomas, é fundamental.

Os tipos de erros refrativos do olho humano são os seguintes:

A miopia ocasiona visão turva à distância e é o tipo mais comum. Ocorre quando o olho é muito longo ou quando a córnea muito curva. Esse comprimento excessivo faz com que os raios luminosos, após passarem pelos meios ópticos, formem a imagem antes da retina, fornecendo ao cérebro uma imagem sem foco do objeto visualizado.

Ao contrário da miopia, a Hipermetropia provoca visão turva principalmente para perto, podendo também causar baixa acuidade visual para média e longa distância e é causada por um olho muito curto ou uma córnea muito plana. Os raios luminosos, ao passarem pela córnea e pelo cristalino não são convergidos o suficiente pelo olho, portanto a imagem vista se forma atrás da retina, ficando borrada.

Já o astigmatismo ocorre quando as superfícies que compõem o globo ocular como a córnea ou, menos comumente, o cristalino apresentam diferentes raios de curvatura. Neste caso o olho não consegue focalizar claramente a nenhuma distância. Existem vários tipos de astigmatismo, alguns provocam maior deficiência visual, dependendo do eixo que se localiza ou da forma deste.

Entretanto, diferente dos erros de refração citados, a presbiopia é um distúrbio que afeta todas as pessoas, normalmente a partir dos 40 anos de idade. À medida que o ser humano envelhece, a lente natural do olho sofre uma esclerose progressiva das fibras de colágeno, perdendo a capacidade de acomodação. Essa perda de flexibilidade do cristalino, que pode ocorrer independentemente da catarata, é freqüentemente acompanhada por perda da visão de perto.

Todos os tipos de graus citados são passíveis de correção por óculos, lentes de contato, cirurgia refrativa a laser ou por implante de lentes intra-oculares. Cada caso deve ser avaliado individualmente por exame oftalmológico completo pelo médico oftalmologista. Caso a cirurgia seja necessária ou desejada, exames complementares que avaliem a espessura, curvatura e a saúde das células da córnea são fundamentais. Atualmente, os tomógrafos de córnea como Pentacam e Orbscan tornaram-se indispensáveis na avaliação pré-operatória.

Atenção especial deve ser dada às crianças hoje extremamente conectadas. Além da limitação do tempo diário em frente à tela, consultas médicas desde a infância precoce garantem o desenvolvimento adequado da visão. Os professores e os pediatras são grande aliados nesta prevenção. São esses profissionais que podem observar dificuldades nas crianças, assim como orientar os pais da necessidade de consulta oftalmológica. Baixo rendimento escolar, dificuldade em ler a distância, cansaço e cefaléia durante ou após o esforço visual prolongado são sintomas apresentados. Como rotina, além do “teste do olhinho” realizado ao nascer, a primeira avaliação ocular completa deve ser feita até o sexto mês de vida, a segunda até o segundo ano de vida e após anualmente ou conforme a orientação médica.

Graças aos avanços tecnológicos, estamos sofrendo um processo de adaptação aos novos estímulos visuais. O cérebro humano tem recebido uma carga muito maior de informações através do sentido tátil e visual e isso certamente proporcionará o desenvolvimento de seres com novas habilidades. Portanto, cuide da sua visão para conectar-se cada vez mais e melhor com o Mundo.